quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Idéias

Cheguei a uma conclusão:
Não importa o que serei quando eu crescer, desde que eu seja original.
Não, não estou falando da cerveja... Estou falando que prefiro ser a paty/hippie/metaleira/popfan/rpgista/pianista/cantoradesafinada/quaseadvogada/candidataapromotoriaoudefensoria/malhumorada entre mil outras coisas que sou e que me fazem ÚNICA, a me resumir em simples cópia de outra pessoa...
Se eu, ou qualquer pessoa, por assim dizer, precisasse de sombra, usaria chapéu. Se gostasse de fã viraria artista. Se gostasse de competição faria um esporte, eu faço uma arte marcial militar que é para descer porrada o dia que, se Deus estiver de sacanagem, e o Diabo permitir, o Kraken (maneira carinhosa como chamei meu demônio interior) for liberado...

Competição é uma coisa muiito engraçada... é quase como sexo por vingança, trata-se de quem está por cima...
Competição feminina é ainda pior, trata-se de vencer a inimiga provando que você é melhor em tudo...
Se sua amiguinha gosta de rosa, sua cor preferia é pink, porque rosa simplesmente é desbotado. Se a matéria preferida da sua amiguinha é inglês, a sua é latim, tem algo nas línguas não faladas que dá um ar culto nas pessoas. Se ela entende de X, você entende de X,Y,Z. Se ela namora há 10 anos, o seu namoro de 4 é mais perfeito porque ainda não caiu na rotina.
Cara, qual é o problema? É a falta de um pinto, para competir pelo tamanho, que faz com que a pessoa do sexo feminino tenha que competir por todas as outras coisas?

Agora é o máximo, se não te superar, a maneira é te copiar, aí é ser melhor naquilo que você faz. Se você é gosta de metal, a pessoa ouve metal, aprende as músicas e decora a letra! Se você gosta de direito administrativo, simples, ela decora uma doutrina, e mostra que sabe mais que você, porque foi capaz de dizer a diferença entre ato e contrato administrativo "vomitando" sem entender metade das palavras que estava falando. Se o problema era suas notas, mais simples ainda, cola! Afinal quem não cola não sai da escola!

AHHHH ME POUPA!!!! ME POUPA MESMO, SEI LÁ... REALMENTE, SE VOCÊ QUER MINHA VIDA, FICA NA MINHA PELE SÓ UM DIA, E VOCÊ VAI VER: SER FERNANDA NÃO É FÁCIL.
Diferente do que as pessoas pensam, eu não fico dormindo, jogando video-game, no Orkut, o dia inteiro.

Eu posso não ser a mais responsável, mas ainda, eu estudo, escrevo, leio uma quantidade absurda de coisas diariamente, o grande problema é que nas provas as quantidades absurdas, ainda estão absurdas, e às vezes ficaram ainda mais absurda. Surto cada dia mais em pensar que ano que vem me formo, presto OAB, tenho que passar na OAB, preciso começar pensar numa especialização... Preciso pensar para onde vou, se vou morar em Franca mais um ano, se vou para Ribeirão,porque lá minha faculdade é mais conhecida, se volto para Rio Preto com uma mão na frente outra atrás, minha cama e o meu computador... Se vou ter dinheiro para sei lá, pelo menos dizer que 5 anos de investimento não foram à toa.
Eu moro longe dos meus pais, da minhas irmãs, da minha sobrinha, do meu namorado e todos os dias sinto uma falta absurda deles. Meus amigos de adolescência, de infância e de não sei quanto tempo, eu já não vejo sei lá desde quando e sinto tanta falta dessas pessoas e tudo o que eu queria que eles soubessem, e acho que nunca falei o suficiente é o quanto eu gosto e sou grata todos os dias por ter eles na minha vida.

Eu tenho um namorado que, às vezes, me passa a impressão de me achar uma incompetente e, na verdade, na maior parte do tempo, é assim mesmo que eu me sinto e deve ser isso mesmo que eu sou, porque, sei lá, não sei mesmo diferenciar a pessoa que me sorri por interesse, daquela que me sorri por amizade.
Sou fraca, sou humana, não sei me impor, não sei ser melhor do que sou hoje, nem do que fui ontem, mesmo tentando fazer e pedindo todos os dias por isso, não sou paciente, não tenho senso de humor, não sei rir de mim mesma, não aceito meus erros, não aceito a falha dos outros, assumo meus erros (devo ser o último ser humano a fazer isso no universo, pois mais fácil é jogar a culpa nos outros)...
SOU O TODO EM PARTES E AS PARTES EM TODO.

Sou tormenta buscando calmaria...
Sou a constante mudança, buscando paz de espírito.
"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher"
E POR QUE ALGUÉM NO MUNDO IRIA QUERER SER EU? IMITAR-ME? OU TIRAR TUDO O QUE ENTENDO COMO PARTES QUE ME FAZEM TODA?

Talvez eu realmente esteja delirando, e tudo seja simples "mania de perseguição", mas sabe aquela pontada no fundo do estômago - não, não é fome- que nos diz que tem algo de muito errado?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

hard work is often the easy work you left to the last minute...
e comigo essa frase é muito verdade...
em parte porque o tempo corre muito mais do que eu, em parte porque se eu tiver mil coisas para fazer, todas as outras coisas vao ser muito mais interessantes que essas mil, até o momento em que o prazo final dessas mil coisas estão chegando...
enfim...
last minute...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

o que você vai ser quando crescer?

Quando somos crianças, todo tio, tia, e sei lá quantos parentes chatos acham bonitinho perguntar o que seremos quando crescermos, para nos ouvirmos dar as respostas do tipo, astronauta, modelo, médico como papai ou como a mamãe, bombeiro, peão de rodeio...
Então nós entramos no colegial e essa pergunta volta a nos atormentar, o que queremos ser, queremos sair e ir para uma faculdade ou fazer um curso técnico, ou simplesmente ingressar no mercado de trabalho sem diploma? (esta última opção é a mais chocante, porque para a maioria dos adultos é inconcebível)
Quando conseguimos responder essa pergunta mais uma vez ao fim do colegial, ficamos feliz, achamos que é a última vez que nos depararemos com ela. Ledo engano...
Independente do que escolhermos, dentro de alguns anos, principalmente se a escolha foi a faculdade, nos deparamos com a pergunta, o que seremos agora que crescemos? Se é que crescemos, porque no fundo, mesmo adulto, todos somos aquelas eternas crianças assustadas...
E, ao final da faculdade, apesar da pergunta tomar uma nova roupagem, parecida com "o que você vai fazer quando se formar?", continua sendo a mesma e velha pergunta que nos fazem há anos, "o que você vai ser quando crescer?"
Como eu decidi por direito, e tenho 1,565 de altura já sei que modelo e astronauta não posso ser, mas ainda existem tantas opções...
E você?

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ao que tudo se resume

Tudo pode ser resumido... O que é incrível é a falta do poder de síntese das pessoas...As pessoas não sabem ser diretas e, na maioria das vezes, incomodam-se quando outros o são... mas pensem comigo...
O poder de síntese é uma virtude, pois ser prolixo nada mais é que alongar-se quando não há nada para se dizer...

Mantenho-me em minhas crenças...

Acredito no justiça, apesar de não entender sempre as leis, acredito nos meus clientes, apesar de que eles nem sempre me contam a verdade e nem sempre estão com a razão...
Acredito em família e pelos meus pais compraria uma briga, inclusive física... Acredito em Deus, mesmo não tendo religião e nem sempre O chamando de Deus, é uma entidade superior, e a crença é minha, dou o nome que eu quiser, se você acredita em outra coisa, ou acredita demais no seu Deus, fique com Ele e me deixe em paz com o Meu...
Acredito nos meus amigos, apesar de muitas vezes me enganar em saber quem verdadeiramente são meus amigos... Mas ainda acredito nos meus amigos...

Acredito acima de tudo que um dia, as coisas serão assim, diferentes de como são hoje, que o espelho em que me olho será menos distorcido, a vida um pouco mais simples, mesmo sendo mais turbelenta e que o paradoxo que me rodeia consiga finalmente se acalmar...

E paro hoje por aqui...

Abraços

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

teses e anti-teses

Algumas vezes somos mal compreendidos, muitas dessas vezes por não bem sabermos usar as palavras, outras vezes por mal escolha das palavras...
E quantas de nossas ações não são julgadas antes de serem analisadas? Sei lá...

Hoje ouvi alguns sábios conselhos e acho que entendi finalmente a teoria das teses e anti-teses... Nunca todas as pessoas vão pensar em uníssono... Então são criadas teses por umas, que serão debatidas por outros... E, independente das bobagens que as pessoas possam estar falando, ou fazendo, elas precisam cometer aqueles erros naquele momento, para que em um momento futuro não errem novamente naquele mesmo ponto, ou não... Afinal, já cheguei também a conclusão de que algumas pessoas simplesmente insistem em não aprender...
O próprio raciocínio crítico deveria ser criado por um sistema de teses e anti-teses, eu creio que algo seja "verdadeiro", tenho elementos suficientes para defendê-lo, então, de maneira a comprová-lo procuro formas de negar aquilo... E se após negar, puder continuar acreditando mesmo assim, quer dizer que meus argumentos para acreditar são muito mais críveis.  (Ponho em aspas caro leitor porque discussões filosóficas sobre o que é verdade, principalmente após quatro anos de direito, vendo histórias com pelo menos 3 lados, me cansam profundamente e me dão vontade de mandar o profundo pensador ir escrever um belo texto numa sentada)

Eu cometo erros, convivo constantemente com aqueles, de certa maneira, irreparáveis, e, assim como aos meus olhos, algumas pessoas são simples tagarelas, sem nenhum conteúdo, para outros olhos posso eu ser simples mula que não fecha a porcaria da matraca...

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Sei lá, juridicamente falando, após esse momento de tentar negar tudo aquilo em que creio...

Acho difícil negar o patrimônio mínimo ( isto é o mínimo que um devedor tem que continuar possuindo para não cair em miséria)
Impossível e até um absurdo jurídico aceitar a penhorabilidade do salário... (aumentaria o trabalho informal e trata-se da subsistência do devedor, nao é porque eu devo, que eu posso parar de bancar a minha casa e a minha família...)
Acho absurdo jurídico petições longas com termos que seu cliente não consegue entender... (acima de tudo o advogado está defendendo o interesse dele)
Acho excrecência jurídica quando as pessoas insistem em discutir a desconsideração da personalidade jurídica, ou a responsabilidade objetiva do Estado... Pessoas isso é simples, uma sinópse jurídica mal escrita e encontrada na wikipedia te conta... pensem um pouco mais... Se vai pesquisar, por favor, tente acrescentar algo, e não manter-se no velho mais do mesmo e eu já te li em qualquer outro lugarzinho banal...


Mas enfim... pessoas dizem que privatização e concessões são o ópio da sociedade e que as parcerias público-privadas é o grande anúncio do Apocalipse e eu defendo isso com unhas e dentes, pois considero Estado, Administração Pública e Governantes, em ordem inversa de importância incompetentes...


Sei lá... As pessoas tem escritos TCCs... Essa porcaria de obrigação de fim de curso... e eu me pego pensando, uma faculdade que durante quatro anos te pôs numa forma, ensinou algo técnico, basicamente voltado ao estudo de códigos, e pura "decoreba e vomitação" de teorias e ideias prontas e nunca ensinou a desenvolver o raciocínio crítico das leis, de repente te obriga a escrever algo? É no mínimo contraditório, principalmente considerando que, nem nas minhas aulas de prática jurídica, escrevo peças, no máximo duas ou três por bimestre (que são a escrita mais técnica e mecânica que poderia existir para um estudante de direito)...
E eu ainda tenho que ouvir um amigo dizer que acha TCC essencial? Para quem? Não vai mudar nada na vida da maioria das pessoas e na prática só vai ser mais um para atulhar a biblioteca e para ano que vem os desesperados do quarto ano caçarem temas lá... É, talvez para eles essas merdas sejam importantes, mantém o ciclo do conhecido mais do mesmo... E viva a "descosideração da personalidade jurídica" e "a responsabilidade objetiva do Estado"...

De saco virtual muuuiiittttooo cheio e juro, se tivesse um saco, eu preferiria coçá-lo a ter as pessoas constantemente enchendo-o...